Das quatro edições de Beach Biathlon que participei essa sem dúvidas me surpreendeu. Sempre me senti realizada com os resultados das provas, mas nessa edição sinto que poderia ter sido melhor e vou te contar o que deu errado e principalmente o que deu certo! Por que aqui gosto de valorizar toda e qualquer conquista.

Um pouco sobre mim

Para quem caiu aqui de paraquedas e não me conhece, muito prazer, sou Aline. Sempre fui apaixonada por esportes desde muito jovem, mas a pressão da vida adulta me distanciou do movimento e me fez mergulhar numa rotina sedentária por alguns anos. Até que em 2005 decidi mudar pelos meus 3 filhos e assim ter uma família completamente saudável com uma base esportiva forte.

Se quiser conhecer um pouco mais do início da minha vida esportiva, clica aqui que terei um imenso prazer em te contar como sai do fundo do poço do sedentarismo e me apaixonei pelo triathlon.

Quem já me conhece sabe que aprendi a nadar aos 37 anos e que meu objetivo é contar toda minha experiência para incentivar outras mulheres afundadas no cuidado integral dos filhos, casa, trabalho e família a tirar uma hora do seu dia (apenas uma) para cuidar da sua saúde.

Meninas, nada nos impede de desenvolver uma habilidade em QUALQUER MOMENTO DA VIDA🧐 sair de numa rotina totalmente sedentária a encontrar sua melhor versão no esporte ou em qualquer atividade que ponha seu corpo para se movimentar. Seja ele qual for, acredite que é possível começar do zero em qualquer idade.

Rei e Rainha do Mar - Rio de Janeiro 2021

O que essa edição tinha de comum com as outras três?

Usei a Roupa de Neoprene para nadar nas quatro edições que participei até hoje. Mesmo fazendo a prova de Beach Biathlon (1km de natação + 2,5km corrida na areia) usei por 3 motivos principais: por me sentir mais segura; por fazer menos força nadando e porque tenho horror a água fria.

A energia desta prova é fantástica, amo a alegria dos participantes, os cuidados do staff, amo nadar no mar, estar com meu marido e encontrar os amigos. Essa é a melhor parte e a presente nas quatro edições que participei.

Me sentia diferente nesta edição, mais segura e zero nervosismo

Me senti muito mais segura do que nas outras edições. Acho que poderia dizer que com um pouco mais de experiência.

A prova foi no Posto 6 de Copacabana, um local muito familiar. Enquanto estava na concentração, olhava o mar com calma. Observava a correnteza e como poderia nadar de maneira que ela me ajudasse. Não tive frio na barriga, nem nervosismo. Estava me sentindo completamente feliz e segura.

A água estava numa temperatura ótima e eu mais treinada, acho que até posso dizer que com um pouco mais de experiência, mas a teimosia ou a burrice (como alguns dizem) não me deixa. Porque mesmo recebendo orientações dos professores para não usar a tal roupa de borracha, pois além da temperatura estar ótima, perderia um tempo desnecessário na transição. Só que a teimosa aqui achou que seria rápida o suficiente para tirar a roupa. SQN

Fui super bem, mas cometi alguns erros bobos

Nadei super bem para o meu padrão, fiz 1 km em 19:31 (1:37 /100 m) e corri 2,5km na areia em 15:13 (6:05min/km) o que poderia ter sido melhor se estivesse ouvido o treinador e ido sem a roupa de borracha.

Perdi muito tempo na transição para tirar a roupa e corri mal o primeiro quilometro. O ziper prendeu, um rapaz da organização me ajudou para destravar, depois meu pé prendeu e cai no chão para soltar o pé. Pra ficar “melhor” não encontrei meu marido para deixar a roupa e o óculos com ele.

Então tive que correr 1 km com a roupa na mão até que encontrei um posto salva-vidas e pedi para os bombeiros guardarem minha roupa até que concluísse a prova. A partir daí me joguei na corrida e finalizei o mais rápido que pude em 36min33seg. O que não foi melhor que meu último tempo de 35min11seg em Búzios (dez/2020)

O que vale é participar!

Muitas pessoas falam isso e até concordo, mas veja bem: Neste momento da minha vida a competição é sempre comigo mesma. Justamente por isso busco a melhoria constante até quando meu corpo permitir. 

Apenas por este motivo fiquei satisfeita, em partes, com o meu resultado. Porque sabia que se me organizasse melhor, teria feito melhor. Oh Vida, Oh Céus….kkkk

Uma outra maneira de olhar o desempenho

Todas estas provas tanto para profissionais como para amadores tem um ranking de classificação que podemos avaliar nosso desempenho com base em todos os participantes (Geral, por sexo e por faixa etária). Olhando por este lado, mesmo fazendo um tempo maior consegui uma classificação melhor. Acredito que lá em Búzios as condições do mar (calmo como lagoa) e até da areia (mais firme) eram ótimas. Aqui em Copa, o mar mesmo calmo tem uma correnteza e a areia fofa é bem fofa mesma..rsrs.

Traçando uma nova meta para próxima prova de Beach Biathlon

Treinar mais para me garantir nadando sem a roupa de borracha e se a água estiver fria, abaixo de 20ºC, vou testar correr com a roupa ou usar outra roupa mais apropriada para ocasião – Aceito sugestões.

De uma coisa tenho convicção: Irei sempre buscar o melhor de mim…. É assim que sou e me divirto sempre deste jeito.

Se você chegou até aqui, que tal saber mais detalhes da prova? Vou contar um pouquinho sobre cada etapa, começando pelo mar!​

Na concentração, escutando o briefing da prova olhava para o mar e imaginava cada parte da prova

Não tive frio na barriga, nem nervosismo. Estava me sentindo completamente feliz e segura, um local muito familiar e apesar de barulhento a paz invadia minha alma.

Mas lá fui eu feliz da vida, junto com essa onda de mulheres corajosas, me lançar ao mar, para a primeira parte do Beach Biathlon – 1000m de natação.

A natação

A 1ª boia estava a uns 150 metros com o mar levando para direita, larguei bem a esquerda e recebi uma ajuda no mar até ela.

A 2º boia a mais 300m entrando no mar, achei a parte mais difícil da prova com as ondinhas batendo na diagonal empurrando pra trás e para direita.

Mas quando viramos nela era para pegar uma diagonal de uns 400m até a 3ª boia. Enquanto nadava e olhava para frente tentando manter contato com a 3ª boia. Percebi que muitos atletas estava seguindo reto para a areia. Não sei o que aconteceu, só escutei o falatório do staff tentando direcionar a galera para a boia certa. Acho que eles conseguiram.

Aqui já estava mais tranquilo de nadar, poucas pessoas por perto e já estava ultrapassando alguns rapazes que haviam largado um pouco antes das mulheres.

Por último, mais 150 metros até a boia que marcava o fim da natação. Hora de ativar as pernas, acelerando as pernadas para indicar ao corpo que a corrida estava prestes a começar. iniciar a corrida.

Pra não dizer que sai ilesa da natação, tomei um soco no pé, que mais parecia uma pedrada, ao ultrapassar um rapaz entre a última boia e a saída do mar.

Mas a parte boa! Finalmente encontrei um óculos que encaixa perfeitamente no meu rosto. Não aperta e nem entra água! Amém.

A transição

Quando coloquei os pés no chão fui imediatamente abaixar o zíper da roupa de borracha e ele não descia por nada. 

Um rapaz do staff percebeu meu desespero e me ajudou! quando comecei a tirar, perdi a passada e cai no chão com a roupa presa no pé.

Ai, já que estava no chão aproveitei para tirar tudo, perdi quase 2 minutos nesta brincadeira.

Comecei a correr e a procurar meu marido para deixar a roupa com ele. Eram tantas pessoas que não o encontrei.

Foi só então que percebi que havia esquecido de marcar um ponto de encontro com ele. Não façam o mesmo!

A Corrida

Não desejo isso pra ninguém! Correr com a roupa na mão é bem ruim. Ou você define muito bem onde seu apoio vai te esperar na torcida e entregar a roupa imediatamente após a saída do mar. Ou você corre os 2,5km com sua roupa de borracha. Ou, se o mar estiver flat e com temperatura agradável, a opção é nadar e correr com um macaquinho, de maiô ou de biquini (o que eu deveria ter feito)

Os primeiros 1,25km são beirando o mar na areia dura, dá para imprimir um ritmo mais forte até o retorno. Na virada tem um ponto de apoio com água, aproveite e beba, jogue na cabeça ou no corpo para refrescar porque a parte ruim começa agora.

São 1,25km na areia bem fofa! Ela pode estar quente também. Independente disso é a parte mais difícil e no momento que estamos mais cansadas.

Abre os ombros, estufa o peito para melhorar a entrada de ar pelo diafragma e vai. Ao avistar a linha de chegada dê aquele gás e corre para o abraço! 

Se essa história te ajudou de alguma forma, deixe seu comentário abaixo, será maravilhoso recebê-lo! Aproveite outras postagens que preparei com dicas de pré-prova, pós-prova, meus treinos na areia e no mar, os melhores protetores solares para nadar e muito mais…

Cada edição do Rei e Rainha do Mar é uma emoção!

No meu primeiro Rei e Rainha do Mar o nervosismo tomou conta de mim, meu coração parecia um centro de correntes elétricas. As ondas eram gigantescas e esse foi o mais difícil de todos os desafios que enfrentei no mar. Primeiro por ser iniciante  porque além de ser mega iniciante. Precisei aprender técnicas para entrar e sair do mar, além de me acalmar no momento em que precisava fazer força e nadar. 

O segundo foi tranquilo, mas ficou marcado pela participação da Alice na corrida kids. Super recomendo incluir toda família neste evento maravilhoso.

A minha terceira edição no Rei e Rainha do mar foi o primeiro evento pós pandemia. Muito cuidado por parte da organização e muita cautela dos atletas. Foi lindo demais no paraíso da Ferradura, em Búzios e conto todos os detalhes da minha preparação .

Se quiser saber como venci todos estes desafios e ainda conhecer algumas dicas interessantes que aprendi com professores e amigos nadadores experientes, em breve estará disponível o link contado sobre tudo 

 

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