Foi no dia 07 de dezembro que ela começou. Nesta época estava treinando um pouco mais forte no asfalto e também na areia, pois ia fazer o Rei e Rainha do Mar.

Quando a dor surgiu

Quando a dor surgiu não dei muita bola pra ela. Tinha terminado de fazer um teste de 3km num ritmo muito forte e nos 50 metros finais caiu uma tempestade, muita água, poças no chão e quando terminei meu joelho doía como nunca doeu antes. Esse foi o início de uma saga que eu nem imaginava que me aguardava.

No dia seguinte a lateral da minha coxa esquerda latejava, sentia várias contrações involuntárias, quando dirigia, andava, dormia e ficou assim por dias. Achei que fosse cansaço, dor muscular ou algo do tipo. Resumindo não dei bola.

Dois dias depois, aqueci e só consegui fazer 2 das 6 séries 800x200m antes da dor intensa aparecer pela primeira vez e literalmente me incapacitar de correr. Não conseguia levantar a perna, era como uma facada aguda a cada passada. Parei mexi no joelho, fiz uns exercícios de mobilidade, massageei e nada.

Resolvi tirar o tênis e ir para areia. Foi então que a dor magicamente aliviou. Será? A partir de agora vou te contar uma serie de erros que cometi até procurar um médico e me tratar

Fazendo o auto diagnóstico – neste caso foi furada

O fato de doer no asfalto e não doer na areia, me fez pensar que poderia ser algo relacionado ao impacto. Então falei para o meu treinador que nos próximos 4 dias focaria apenas na areia para chegar na prova do Rei e Rainha bem e sem dor.

A teimosa correu no dia seguinte para testar a dor. Estava confiante que era apenas uma dor muscular e que passaria rápido, então aqueci 2k no asfalto e logo que a dor começou a aparecer fui para areia e corri mais 5km.

Pensei: “Deve ser velhice” – no alge dos meus 41 anos.

Fiz a prova dia 12 /12/2021 era 1 km de natação no mar + 2,5km de corrida na areia. Fiz bem, sem dor. Se quiser saber detalhes e as aventuras que vivi, vai lá dar uma olhada no post.

E segui a vida, nadando, pedalando e correndo na areia. Pensava que assim estaria descansando o joelho.

Testando o joelho e me frustrando

Essa foi sem dúvida a lesão mais chata e incapacitante que já tive – Era uma dor intensa na lateral do joelho esquerdo que só aparecia uns 2km após começar a correr, do nada, e não conseguia dar nem mais um passo.

Depois do Rei e Rainha do mar, já era final de ano e decidi descansar para meu joelho voltar ao “normal”, medico que e bom nada, né? Mas aí o bichinho da corrida me picou – a gente não consegui ficar parada por muito tempo. Então fui testar o joelho no Asfalto.

Dia 21 de Dezembro (14 dias após o primeiro sintoma). Fui testar o joelho numa corridinha em Teresópolis mas quando bateu a marca dos 3,5km o joelho reclamou e ainda assim forcei até não suportar mais nos 5km. Burrice total!

Já que correr tá ruim, vou focar na bike.

Afoguei toda minha frustação de não conseguir correr no ciclismos e foram 24 dias pedalando e pedalando forte, no pelote de estrada, nas montanhas do Rio e forte, batendo RP nas retas e nas subidas. Me inscrevi em todos os desafios possíveis do Strava do dia 22 de dezembro/21 até o dia 15 de Janeiro/22. e o joelho, nem aí, nada de dor pedalando.

A ficha caiu

Só me dei conta de que precisava procurar um médico quando num treino de Aquathlon após 40minutos de corrida na areia a dor apareceu. Aí me assustei e pensei quase que incrédula: “Ué, mas na areia não doe”

Só despois entendi que a dor na areia demorava um pouco mais a aparecer justamente pela falta de impacto, mas a corrida na areia machucava o joelho tanto quanto o asfalto.

E após esse susto e decepção resolvi procurar um médico para entender porque aquela dor não passava, mesmo depois do meu “repouso” de corridas.

E nessa brincadeira já tinham se passado 41 dias após o primeiro sintoma

Continua….

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